Marinha prevê ondas de até 3,5 metros e eleva nível de perigo no litoral do Nordeste

​Sob aviso de 'mar grosso' válido até esta quinta-feira (2), Marinha do Brasil orienta que pescadores, esportistas e navegantes adiem atividades em alto-mar para evitar acidentes.

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​O trecho oceânico que costeia a Região Nordeste entra em estágio de atenção máxima a partir desta semana. Um comunicado emitido pelo Centro de Hidrografia da Marinha acionou o sinal amarelo para quem depende das águas da região, prevendo uma forte agitação marítima que deve se estender até o dia 2 de julho. O fenômeno, classificado tecnicamente como “mar grosso”, promete desafiar a navegação com ondulações que vêm do sudeste.

Na prática, a costa enfrentará ondas que podem oscilar entre 3 e 3,5 metros de altura. Esse cenário transforma o Atlântico em um ambiente hostil e imprevisível, diminuindo drasticamente as condições de segurança. O risco é acentuado para barcos de pequeno e médio porte, como jangadas e traineiras de pesca artesanal, que ficam mais vulneráveis à força das correntes e ao capotamento.

Diante do perigo iminente, as autoridades navais sugerem bom senso e cautela. A recomendação principal é a suspensão temporária de qualquer atividade recreativa, esportiva ou comercial em alto-mar até que o tempo se estabilize. Para os que precisarem navegar inevitavelmente, o protocolo exige rigor absoluto: checagem detalhada dos motores, rádio de comunicação operando perfeitamente e coletes salva-vidas ao alcance de todos os tripulantes.

Para que o recado chegue a tempo de evitar tragédias, a Capitania dos Portos mobilizou uma rede de apoio em terra. Colônias de pescadores, clubes de iatismo, marinas e Defesas Civis municipais foram acionadas para replicar o aviso em tempo real. O objetivo é criar um cinturão de informação que proteja desde o surfista até o marinheiro profissional, garantindo que ninguém seja pego de surpresa pelo gigantismo das ondas nas próximas horas.

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