O Instagram enfrenta uma grave brecha em seus sistemas de segurança e moderação de conteúdo. Dezenas de perfis na rede social vêm conseguindo burlar de forma contínua os filtros automatizados da plataforma para publicar vídeos de sexo explícito e materiais pornográficos de longa duração diretamente na aba Reels. O problema persiste há pelo menos três meses, acumulando um alcance massivo que já contabiliza milhões de visualizações na plataforma de compartilhamento.
A principal preocupação em torno do caso reside na forma de distribuição desse material. Diferente do formato tradicional de publicações que exigem que o internauta siga uma conta específica, o sistema de recomendação dos Reels entrega os vídeos curtos de maneira automática e aleatória para o público geral. Com isso, os conteúdos de teor adulto são impulsionados pelo próprio sistema para usuários que nunca demonstraram interesse ou buscaram esse tipo de conta. Mais grave ainda é o fato de que essas publicações estão alcançando perfis pertencentes a menores de 18 anos, violando frontalmente a legislação brasileira e as normas de proteção à infância e à adolescência na internet.
Por outro lado, a Meta, empresa controladora do Instagram, manifestou-se afirmando que trabalha ativamente para barrar qualquer violação às suas diretrizes de comunidade. Segundo a companhia, cerca de 92% dos conteúdos que contêm nudez ou atividade sexual são detectados e removidos de forma proativa por seus sistemas automatizados de segurança antes mesmo que qualquer denúncia seja formalizada pelos usuários. A multinacional também negou qualquer tipo de ganho ou interesse econômico na circulação de materiais dessa natureza, reforçando o compromisso em aperfeiçoar suas ferramentas de barreira digital.





