Em 25 de junho de 1967, os Beatles não sabiam, mas estavam desenhando o futuro da comunicação de massa. Direto do Estúdio Um da Abbey Road, em Londres, John, Paul, George e Ringo apresentaram “All You Need Is Love” para uma audiência estimada em 400 milhões de pessoas. A performance fez parte do programa Our World, da BBC, a primeira transmissão internacional ao vivo via satélite da história. Décadas mais tarde, o peso desse dia se transformou em uma espécie de feriado global para os entusiastas da banda. Agora, o movimento ganha o carimbo oficial que faltava.
A Apple Corps., companhia fundada pelos próprios músicos para gerenciar os seus negócios e o patrimônio artístico do grupo, reconheceu a data como o Dia Mundial dos Beatles. A decisão valida um esforço coletivo que começou em 2009, quando a fã Faith Cohen idealizou e encampou uma campanha para que o dia 25 de junho se tornasse o momento definitivo de celebração do quarteto.
Antes do reconhecimento institucional, a data já movimentava uma rede global de admiradores através de exposições, tributos e manifestações culturais espontâneas espalhadas por diversos países. O endosso da Apple Corps. eleva o status da comemoração, transformando a iniciativa civil em um marco definitivo na história do pop rock.
Essa validação também reorganiza o calendário dos devotos do grupo, que passa a contar com duas grandes festividades. A data global se soma ao tradicional “Dia dos Beatles”, comemorado em 10 de julho. Este último, no entanto, mantém o seu caráter estritamente regional, instituído na Inglaterra para festejar o retorno triunfal da banda à sua cidade natal, Liverpool, após a emblemática turnê pelos Estados Unidos em 1964.
Com a chancela corporativa, o 25 de junho deixa de ser apenas uma lembrança afetiva de um grupo de fãs para se consolidar como o registro histórico do momento em que a música pop encurtou as distâncias do planeta pela primeira vez.





