Paraíba: João Azevêdo aciona Justiça contra Ricardo Coutinho após acusações de ‘acordo secreto’ na Operação Calvário

​Ex-governador ingressa com interpelação judicial para que antecessor apresente provas sobre suposta reunião em Brasília com o Ministério Público

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​O cenário político paraibano ganha novos contornos jurídicos com a decisão do ex-governador João Azevêdo (PSB) de levar ao Judiciário as recentes declarações de seu antecessor, Ricardo Coutinho. O embate foi deflagrado após Coutinho afirmar, em entrevista ao podcast NinjaCast no início de abril, que existiria um ajuste oculto relacionado à Operação Calvário. Segundo o relato, Azevêdo teria participado de um encontro reservado na capital federal com membros do Ministério Público para blindar-se de investigações e, simultaneamente, transferir o foco das denúncias.

​A informação sobre a iniciativa judicial foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo programa Arapuan Verdade. Azevêdo optou pelo instrumento da interpelação judicial, mecanismo que obriga o autor das falas a prestar esclarecimentos formais e apresentar evidências que sustentem o que foi dito publicamente. O político nega veementemente qualquer irregularidade ou articulação nos bastidores para interferir no curso das apurações que marcaram a gestão estadual nos últimos anos.

​Ao desafiar Coutinho a provar as acusações, a defesa de Azevêdo busca não apenas desmentir a narrativa de um “acordo secreto”, mas também transferir o ônus da prova para o campo institucional. O movimento interrompe o ciclo de trocas de farpas em plataformas digitais e entrevistas, movendo o confronto para uma esfera onde as alegações precisam ser acompanhadas de documentos ou testemunhos materiais.

​A Operação Calvário, que apura desvios na saúde e educação, continua a produzir efeitos na política local, mas agora o foco se volta para a veracidade das narrativas construídas em torno dos processos. Com a interpelação, espera-se que os fatos narrados na entrevista sejam detalhados perante o magistrado, tirando a discussão do campo das suposições e forçando uma definição clara sobre a existência, ou não, de tais movimentações em Brasília.

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