Ancestralidade em ritmo contemporâneo: Ojú-Òrun estreia nova fase em João Pessoa

​Grupo paraibano une percussão afro-indígena, dança e poesia em espetáculo no Teatro do Sesc com acessibilidade em Libras

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​A batida que nasce do toque de angola, atravessa o samba, ganha o balanço do coco e deságua no ijexá vai ecoar com nova roupagem na capital paraibana. No dia 8 de agosto, às 20h, o grupo Ojú-Òrun sobe ao palco do Teatro do Sesc, em João Pessoa, para inaugurar uma etapa inédita de uma trajetória construída ao longo de quase uma década de estudo e prática cultural.

O projeto começou a tomar forma nos palcos e salas de ensaio em 2019, sustentado por um trabalho continuado que entrelaça formação, arte e educação. Em cena, a percussão dialoga com o canto, a expressão corporal, a poesia e elementos dramáticos, traduzindo na prática a fusão entre herança histórica e linguagem musical urbana.

A própria identidade do coletivo carrega esse propósito. Em iorubá, Ojú-Òrun significa “Olho do Céu”, uma alusão à figura de Negra Anastácia e ao legado de resistência das populações negras no país. Essa matriz orienta a escolha do repertório, que busca preservar e atualizar a memória das tradições afro-brasileiras e indígenas.

De acordo com Edeltrudes Lima, integrante do coletivo, cada espetáculo funciona como uma ponte temporal, alimentada pelo repertório comunitário e articulada com a produção artística contemporânea da Paraíba.

A apresentação contará com interpretação simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras), assegurando acesso ao público surdo. Os ingressos para a única sessão estão disponíveis para compra antecipada através da plataforma Sympla.

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