Uma engrenagem criminosa focada em ostentação e precisão foi o principal alvo da Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta terça-feira (7). Batizada de “Pulso Firme”, a ação policial buscou desarticular a conhecida “Gangue do Rolex”, um grupo especializado no roubo de relógios de alto padrão que vinha atormentando moradores e visitantes de áreas nobres da capital pernambucana.
O foco principal dos criminosos concentrava-se no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, além de localidades vizinhas. O padrão de atuação, caracterizado pela escolha criteriosa das vítimas e pela rapidez na abordagem, vinha sendo monitorado de perto pelas forças de segurança há seis meses. Sob a liderança do delegado João Paulo de Andrade, a Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos (DPRF) deu início aos levantamentos em janeiro deste ano, mapeando os passos e a rede de contatos dos suspeitos.
A ofensiva de hoje marca a 47ª Operação de Repressão Qualificada lançada no estado apenas este ano, refletindo um esforço contínuo do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri) no combate a crimes violentos contra o patrimônio.
Para sufocar a atuação da quadrilha, a Justiça determinou o cumprimento de três mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pela 2ª Vara Criminal da Capital. O cerco policial não se limitou às ruas de Boa Viagem. Os agentes concentraram os trabalhos no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, e também estenderam as ordens judiciais até o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, indicando que o grupo mantinha ramificações ou lideranças operando mesmo de dentro do sistema prisional.
A mobilização exigiu o emprego de 30 policiais civis, divididos entre delegados, agentes e escrivães. O trabalho de campo recebeu o suporte estratégico da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) e da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (GISO/SEAP-PE), uma parceria que permitiu cruzar dados e neutralizar a capacidade de reação do bando.
Com assessoria





