Sebrae-PB transforma Campina Grande em capital do frango caipira com feira que projeta o futuro do setor no Nordeste

Evento une pequenos produtores, crédito e inovação tecnológica para transformar a criação tradicional em um negócio altamente competitivo e sustentável.

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A tradição dos quintais nordestinos está prestes a ganhar escala de mercado global sem perder a sua identidade. Nos dias 15 e 16 de julho, o auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), em Campina Grande, recebe a 1ª Feira da Avicultura Caipira do Nordeste. O encontro pretende conectar a sabedoria do campo às demandas de consumo moderno, reunindo uma cadeia que vai do pequeno criador aos grandes players de fomento econômico.

Mais do que uma exposição, o evento funciona como uma plataforma de integração. Sob o lema “Tradição que alimenta, cultura que fortalece”, a programação converge três grandes frentes: o principal debate regional do setor, o fórum estadual do arranjo produtivo local e um encontro nacional focado nas rotas de integração do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Essa articulação traz para a Paraíba delegações de diversos estados brasileiros para desenhar saídas conjuntas de comercialização e logística.

Na prática, o gargalo do pequeno produtor rural quase sempre esbarra no binômio tecnologia e mercado. É nesse ponto que a feira pretende atuar. O Sebrae da Paraíba, um dos organizadores da iniciativa, pontua que o foco está em oferecer ferramentas para que a atividade ganhe eficiência. A proposta é transformar o manejo artesanal em um empreendimento sustentável, onde o produtor domine desde o controle sanitário até a formação do preço final do seu produto.

Ao longo dos dois dias, os participantes terão acesso a discussões sobre sanidade das aves, transição ecológica, cooperativismo e, principalmente, linhas de crédito desburocráticas — com a presença de instituições como o Banco do Nordeste. Paralelamente, uma feira de negócios vai expor maquinários de ponta e insumos adaptados à realidade das pequenas propriedades.

A estrutura do evento reflete uma ampla aliança institucional que envolve o Governo do Estado, federações agrícolas, universidades e órgãos de assistência técnica rural, como a Empaer e o Senar. Ao unir a herança cultural da avicultura caipira à urgência de profissionalização do campo, Campina Grande se posiciona como o ponto de partida para um novo momento econômico da produção de alimentos no Nordeste.

Com assessoria

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