Polícia Civil investiga crime ambiental em condomínio de luxo na praia de Camboinha (PB)

Inquérito aberto após pedido do Ministério Público apura descarte irregular de esgoto diretamente no mar de Cabedelo; responsáveis podem pegar até quatro anos de prisão.

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​O cenário paradisíaco de Camboinha, uma das praias mais valorizadas de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, virou alvo de uma apuração policial rigorosa. A Polícia Civil da Paraíba confirmou o início das investigações sobre um condomínio local suspeito de lançar esgoto sem tratamento diretamente nas águas do mar. A apuração atende a uma determinação direta do Ministério Público Estadual (MPPB).

O caso expõe um descompasso burocrático que atrasou o início dos trabalhos. Embora o Ministério Público tenha formulado o pedido de investigação ainda em março, a Polícia Civil informou que o documento só chegou formalmente às mãos dos investigadores no mês de junho. Com o procedimento agora instaurado, os agentes correm contra o tempo: o prazo legal estipulado para a conclusão do inquérito e apresentação do relatório final é de apenas dez dias.

As primeiras perícias e coletas de depoimentos já estão em andamento para mapear a extensão dos danos e identificar a origem exata do fluxo contaminante. Se os laudos técnicos confirmarem o descarte clandestino, o episódio será enquadrado na Lei de Crimes Ambientais. A legislação prevê punições severas para esse tipo de conduta, com penas que variam de um a quatro anos de reclusão, além de aplicação de multas pesadas.

A responsabilização jurídica não deve se limitar ao CNPJ do condomínio. Caso a infração seja comprovada, a linha de investigação aponta para a responsabilização direta dos administradores do residencial e dos proprietários envolvidos na gestão do sistema de saneamento do local. O desfecho do caso deve trazer reflexos importantes para a fiscalização urbana na orla paraibana, pressionando condomínios litorâneos a revisarem suas estruturas de descarte de efluentes.

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