Operação Skincare interdita clínicas em Salvador por uso de máquinas proibidas

​Ação conjunta entre Polícia Civil e Vigilância Sanitária mira estabelecimentos que utilizavam equipamentos cancerígenos e produtos vencidos na Região Metropolitana

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​O mercado da beleza na capital baiana e em Lauro de Freitas sofreu um duro golpe contra a irregularidade nesta sexta-feira (8). Sob a liderança da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), a Operação Skincare desarticulou uma rede de clínicas e espaços de bronzeamento que operavam à margem das normas de segurança biológica. O alvo principal foram equipamentos de radiação ultravioleta, cujo uso para fins estéticos é terminantemente vetado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido à correlação direta com o surgimento de câncer de pele e lesões graves no tecido cutâneo.

​A fiscalização percorreu seis endereços onde a promessa de resultados rápidos mascarava perigos invisíveis. Além das máquinas de radiação, as equipes apreenderam cosméticos sem registro, fórmulas adulteradas e insumos com o prazo de validade expirado. A investigação aponta que esses locais não apenas colocavam o bem-estar físico dos clientes em xeque, mas também sustentavam uma estrutura de publicidade enganosa, comercializando tratamentos cujos efeitos prometidos careciam de qualquer base científica ou segurança técnica.

​O desdobramento jurídico da ação resultou na interdição imediata de todos os pontos visitados, quatro em Salvador e dois em Lauro de Freitas, por ausência de licenciamento adequado junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur). No âmbito criminal, o balanço parcial confirma a condução de três gestores para a unidade policial, onde responderão a Termos Circunstanciados de Ocorrência. Um dos responsáveis, contudo, acabou preso em flagrante ao ser flagrado comercializando medicamentos adulterados e sem autorização legal, crime que agrava severamente a situação dos envolvidos.

​A força-tarefa, que uniu esforços do Procon-BA e das Vigilâncias Sanitárias municipais, busca agora rastrear a origem dos equipamentos e produtos confiscados. O objetivo das autoridades é desdobrar o inquérito para identificar se existe uma cadeia de fornecimento clandestina abastecendo outros estabelecimentos no estado. Para o consumidor, o episódio serve como um alerta rigoroso sobre a necessidade de verificar selos de inspeção e a regularidade de clínicas antes de se submeter a procedimentos que utilizem tecnologia de radiação ou fármacos manipulados.

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