O preço do passado: Ex-mulher de Romário aciona justiça para blindar imóvel de dívida milionária

​Mônica Santoro tenta registrar apartamento em seu nome antes que patrimônio seja arrastado por processo de R$ 32 milhões movido contra o senador.

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​O fantasma das pendências financeiras de Romário Faria ultrapassou as fronteiras dos negócios e bateu à porta de sua história familiar. Mais de três décadas após o fim do casamento, Mônica Santoro, primeira esposa do ex-jogador e atual senador, recorreu aos tribunais em uma tentativa urgente de salvaguardar o teto onde vive. O movimento busca evitar que um apartamento residencial seja tragado pela execução de uma dívida estimada em R$ 32,4 milhões.

O pedido corre na 5ª Vara de Família e joga luz sobre as amarras patrimoniais que ainda ligam o antigo casal, separado oficialmente desde março de 1995. Na partilha de bens que se arrasta ao longo dos anos, o apartamento em questão ficou definido como propriedade exclusiva de Mônica. No entanto, a transferência definitiva da titularidade nunca foi formalizada cartorialmente. Diante do cerco judicial que se fecha contra o ex-marido, ela argumenta que corre o risco iminente de perder o único patrimônio que restou da separação.

Além do apartamento, Romário e Mônica ainda compartilham a copropriedade de um terreno no loteamento Maramar, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Enquanto a situação do lote permanece inalterada, a defesa de Mônica corre contra o tempo para desvincular o apartamento do nome do parlamentar, temendo uma penhora imediata. O caso segue sob segredo de Justiça e aguarda manifestação do magistrado.

A ofensiva financeira que assusta a ex-mulher do craque da Copa de 94 é liderada pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. A disputa comercial começou após o encerramento das atividades do antigo Café Onze Bar, empreendimento do político. A empresa alega que Romário descumpriu o contrato de administração do estacionamento do local e reteve maquinários e equipamentos que pertenciam à prestadora de serviços.

O avanço dessa cobrança milionária já provocou uma devassa nos bens do senador. Ordens judiciais recentes determinaram o bloqueio de ativos que expõem um estilo de vida de alto padrão, incluindo um veículo Porsche, uma lancha e propriedades imobiliárias. A caça aos recursos atingiu inclusive os rendimentos profissionais mais recentes do ex-atleta: até mesmo o cachê integral que ele receberia por sua atuação como comentarista na cobertura da Copa do Mundo de 2026, pelo canal CazéTV, foi retido por determinação da Justiça.

Até o momento, a assessoria jurídica e os porta-vozes de Romário optaram pelo silêncio, não emitindo pronunciamentos sobre a iniciativa de Mônica Santoro ou sobre o estágio das negociações com os credores.

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