Golpe de R$ 32 milhões: Operação mira cúpula de facção com ramificações em cinco estados

​Ação integrada contra lavagem de dinheiro e tráfico interestadual culmina em prisões e bloqueio de bens em condomínios de luxo e cidades do Nordeste e Sudeste

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​A força-tarefa de combate ao crime organizado em Sergipe desencadeou nesta terça-feira, 26 de maio, a segunda etapa da Operação Indumentum. A ofensiva buscou desmantelar uma estrutura criminosa estruturada para o tráfico interestadual de entorpecentes e a dissimulação de patrimônio ilícito. Com autorização judicial, as equipes cumpriram 11 ordens de prisão temporária e 14 mandados de busca, atingindo alvos em Sergipe, Alagoas, Bahia, Paraíba e Minas Gerais.

​O trabalho investigativo, que ganhou corpo em abril do ano passado, revelou que o grupo operava uma logística de distribuição de maconha e crack com epicentro em Nossa Senhora do Socorro. O salto qualitativo na apuração permitiu mapear como o dinheiro do tráfico era reciclado no sistema financeiro. Os investigadores rastrearam o uso de contas de terceiros e a prática de depósitos fracionados para evitar o monitoramento dos órgãos de controle.

​O levantamento financeiro indica uma movimentação atípica de aproximadamente 32 milhões de reais entre 2021 e 2025. Esse montante sustentava um padrão de consumo incompatível com as atividades declaradas pelos suspeitos, materializado em propriedades em condomínios exclusivos e uma frota de veículos de alto valor. Além das capturas, a justiça determinou o sequestro imediato dos bens e o bloqueio de contas dos envolvidos para estancar o fluxo de capital da organização.

​A estratégia operacional reuniu contingentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, contando com unidades especializadas como o DENARC, o BOPE e o grupamento tático da Secretaria Nacional de Políticas Penais. A convergência desses órgãos visa sufocar a capacidade logística de grupos que utilizam o território sergipano como plataforma para o escoamento de ilícitos para outros estados. Os detidos deverão responder por tráfico, associação ao tráfico e lavagem de capitais.

 

Com assessoria

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