Poucas trajetórias contam com transições tão drásticas no intervalo de 72 horas. No domingo, o gramado do MetLife Stadium, na região metropolitana de Nova York, abrigava o encerramento da Copa do Mundo. Na quarta-feira (22), a poeira e o calor de Sousa, no Sertão da Paraíba, tornaram-se o palco da vez para Ronaldinho Gaúcho.
A descida do ex-camisa 10 em solo sertanejo não responde meramente ao folclore das agendas imprevisíveis que o acompanham desde a aposentadoria. Trata-se do desdobramento de uma frente de negócios. Na Expo Sousa 2026, o ex-atleta cumpre compromissos estratégicos articulados pelo Haras Cartaxo, estrutura com a qual seu empreendimento, o Haras R10, costura acordos operacionais.
A agenda no município paraibano se estende ao longo da feira, que se consolidou como polo de investimentos no Nordeste. Além das leilões e da circulação entre estandes da pecuária de elite, o investimento prevê iniciativas institucionais no setor equestre regional, abrangendo desde a formação técnica até modelos de atendimento social via equoterapia.
Para além do impacto de mídia gerado pela presença do pentacampeão, a incursão sertaneja sinaliza a descentralização dos investimentos do mercado do cavalo de raça no país. Ao trocar, em questão de dias, a escala dos megaeventos globais pelo ambiente de negócios do Sertão, o antigo meia-atacante demonstra que a capacidade de surpreender pela mobilidade permanece intacta, apenas mudou de gramado.





