Defesa renuncia em caso de agressão contra doméstica grávida no Maranhão

​Advogada abandona processo alegando ameaças à segurança familiar, enquanto empresária segue detida por tentativa de homicídio e cárcere privado

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​O desdobramento jurídico da agressão sofrida por uma jovem grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, ganhou um novo contorno neste sábado (9). A advogada Nathaly Moraes, que representava a empresária Carolina Sheila Ferreira dos Anjos, anunciou sua saída do caso. Em nota oficial, a profissional relatou que a decisão foi motivada por uma série de ataques pessoais e intimidações que colocaram em risco sua honra e a integridade de seus familiares. A jurista reforçou que sua conduta sempre foi pautada pela ética e que já acionou os meios legais para responder às agressões sofridas durante o exercício da profissão.

​No centro da investigação conduzida pela Polícia Civil, Carolina dos Anjos responde por uma lista extensa de crimes, incluindo tentativa de homicídio triplamente qualificado e cárcere privado. O episódio de violência teria sido desencadeado por uma suspeita de furto de um anel, acusação que culminou em agressões físicas e tortura psicológica contra a funcionária doméstica. Segundo os relatórios policiais, a vítima foi submetida a ameaças de morte, suposto uso de arma de fogo e teve sua capacidade de defesa cerceada, agravando o cenário pelo fato de a jovem estar gestante.

​A prisão preventiva da empresária foi efetuada na última quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí, após o Tribunal de Justiça do Maranhão expedir o mandado. Embora o local da detenção pudesse sugerir uma tentativa de fuga, a defesa anterior argumentou que a viagem à capital piauiense teve como único objetivo entregar o filho de seis anos aos cuidados de uma pessoa de confiança. Carolina permanece sob custódia estatal, e o processo agora aguarda a nomeação de um novo representante legal para dar continuidade aos trâmites judiciários.

​As autoridades maranhenses apontam que o crime não foi um impulso isolado, mas uma ação articulada. Com a saída de sua advogada titular, o foco da investigação se volta agora para a manutenção da prisão preventiva enquanto o inquérito detalha as evidências de calúnia, injúria e difamação que acompanham as acusações principais. O caso segue sob forte acompanhamento social, dada a gravidade das violações de direitos humanos e trabalhistas envolvidas no contexto doméstico.

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