Fraude em família: mentira sobre assalto cai por terra com apoio de câmeras em Crateús (CE)

​Jovem simulou ter sido vitimada ao sair de banco para se apropriar de quantia sacada em favor do próprio pai, mas contradições no relato desmontaram o plano.

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​A tentativa de sustentar a história de um assalto inventado ruiu em poucas horas no município de Crateús, a cerca de 350 quilômetros de Fortaleza. Uma mulher de 28 anos acionou a Polícia Militar alegando ter sido abordada por um criminoso armado logo após sacar R$ 8 mil em uma agência bancária no Centro da cidade. O desfecho da investigação, no entanto, revelou uma trama doméstica: o roubo nunca existiu, e a intenção da vítima era tomar para si o dinheiro pertencente ao próprio pai.

No relato inicial prestado aos agentes, a suspeita afirmou que caminhava pela Rua Doutor Júlio Lima quando foi abordada por trás por um homem desconhecido, que ordenou que ela não olhasse para trás antes de tomar a quantia e fugir. A versão começou a dar sinais de fragilidade assim que as diligências foram iniciadas para tentar identificar o suposto assaltante.

A apuração esbarrou primeiro na incerteza da própria denunciante, que não soube apontar com exatidão o ponto exato da abordagem. Na sequência, o monitoramento por câmeras de segurança da região sepultou a narrativa. Nenhuma das gravações registrou aproximação suspeita ou correria; as imagens captaram apenas a mulher caminhando em ritmo normal pela via, sem qualquer sobressalto.

Para selar a inconsistência do depoimento, a equipe policial consultou a instituição financeira citada. O banco esclareceu que o procedimento de saque detalhado por ela não correspondia à operação padrão dos terminais de autoatendimento.

Diante do conjunto de divergências, o caso foi encaminhado para a delegacia local da Polícia Civil. Ao tomar conhecimento do ocorrido, o pai da jovem confirmou a propriedade dos valores, mas preferiu não formalizar uma representação criminal contra a filha. A ocorrência foi devidamente registrada pela autoridade policial para documentar os fatos, e a mulher acabou liberada em seguida.

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