O clima de apreensão que tentou se instalar em diversas comunidades da Região Metropolitana do Recife nos últimos dias foi classificado pelas autoridades de segurança pública como fruto de desinformação. Mensagens que viralizaram nas redes sociais no início desta semana apontavam para um suposto toque de recolher coordenado por uma organização criminosa. O comunicado falso estipulava a proibição da circulação de moradores entre 22h e 5h em bairros e localidades como Cajueiro, Campina do Barreto, Peixinhos, Campo Grande, Ilha do Maruim, Chié, Saramandaia, Marezão e Ponte Preta.
A reação institucional foi imediata. Em pronunciamento realizado no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), no Bairro do Recife, a cúpula da segurança do Estado desmentiu categoricamente os boatos. O Coronel Jonas Moreno, responsável pela Direção de Planejamento Operacional (DPO) da Polícia Militar, enfatizou que o direito de ir e vir da população permanece garantido e que as ações ostensivas foram intensificadas justamente para conter o avanço do temor injustificado e monitorar a movimentação de grupos suspeitos naquelas áreas.
Paralelamente ao reforço nas ruas, a Polícia Civil de Pernambuco atua nos bastidores digitais para identificar a origem das postagens. Sob a coordenação do delegado Ivaldo Pereira, gestor da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP), as investigações contam com o suporte do setor de inteligência cibernética. A polícia lembra que o anonimato na internet é aparente e que a criação ou disseminação deliberada de notícias falsas que perturbem a ordem pública deixam pegadas digitais rastreáveis.
A orientação para os moradores da Região Metropolitana é não repassar as mensagens alarmistas que circulem em aplicativos de conversa. Caso haja qualquer movimentação estranha ou o recebimento de ameaças dessa natureza, a recomendação é acionar o Disque Denúncia ou a Polícia Militar diretamente pelo telefone 190.
Com assessoria





