PF investiga esquema de médicos fantasmas na saúde pública de Cabedelo (PB)

​Operação apura desvio de verbas mediante pagamentos a profissionais que constam na folha, mas não cumprem carga horária na rede municipal

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​A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), uma ofensiva contra um possível esquema de corrupção envolvendo a folha de pagamento da Secretaria de Saúde de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no prédio da pasta com o objetivo de colher documentos e provas sobre a contratação de servidores que figuram como médicos, mas que, na prática, não exercem as atividades nas unidades de saúde locais.

​A suspeita central da investigação é o desvio de recursos públicos através do pagamento de remunerações a profissionais que, apesar de estarem formalmente vinculados ao município, não realizam os atendimentos ou plantões previstos em contrato. A prática, conhecida popularmente como contratação de médicos fantasmas, impõe um prejuízo direto ao erário e compromete a oferta de assistência médica à população, que encontra postos de saúde e unidades hospitalares sem a cobertura profissional necessária.

​Com os materiais coletados durante a diligência, os peritos da corporação devem realizar o cruzamento de dados entre os pagamentos efetuados pela prefeitura e as folhas de frequência dos estabelecimentos de saúde. A meta dos investigadores é identificar os responsáveis pelos contratos e determinar se houve conivência ou participação direta de agentes públicos na estruturação da fraude. A Polícia Federal informou que as apurações seguem sob sigilo para preservar as próximas etapas do trabalho e a identificação de todos os envolvidos no possível prejuízo aos cofres públicos.

​A administração municipal de Cabedelo ainda não se pronunciou sobre os desdobramentos da operação, mas o desfecho desta diligência pode levar a um processo administrativo rigoroso e à possível responsabilização judicial dos gestores e profissionais implicados nas irregularidades. O caso traz à tona um alerta sobre a necessidade de fiscalização constante no controle de ponto e na transparência do uso de verbas destinadas à saúde básica.

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