A chegada de junho traz consigo o aroma irresistível das comidas típicas. Pamonha, canjica, milho cozido e uma infinidade de quitutes integram um cardápio afetivo que, apesar de celebrar a cultura, exige atenção redobrada de quem busca manter a dieta em dia. O desafio, segundo nutricionistas, não reside na proibição, mas na escolha consciente e no fracionamento do consumo ao longo das festividades.
O milho, ingrediente soberano do período, oferece excelentes propriedades nutricionais quando consumido na sua forma mais natural. O grão é fonte de fibras, vitaminas A e do complexo B, além de minerais como potássio e ferro. Para extrair esses benefícios, a recomendação é priorizar o milho-verde cozido sem a adição de margarina ou excesso de sal. No mesmo caminho, a pipoca surge como uma aliada interessante, desde que preparada sem a utilização de óleo ou gorduras saturadas, preservando seus antioxidantes naturais.
O alerta dos profissionais da nutrição se volta para os derivados do milho que levam grandes quantidades de açúcar no preparo, como o mungunzá, a canjica e os variados bolos típicos. Nesses casos, o segredo é a seleção rigorosa. Ao chegar a uma festa, a tática mais eficaz para evitar excessos consiste em realizar uma refeição nutritiva previamente, evitando a chegada ao evento com fome descontrolada.
Uma vez no local, a recomendação é mapear o cardápio e estabelecer prioridades, elegendo os pratos que realmente despertam maior prazer. Iniciar a degustação pelas opções salgadas ajuda na saciedade, deixando pouco espaço para os doces calóricos. Ao selecionar apenas as iguarias favoritas e praticar o consumo consciente, é perfeitamente viável participar das comemorações sem comprometer os objetivos de saúde e manter a leveza necessária para aproveitar a temporada junina.





