O Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido pelos pessoenses como Bica, mudou sua rotina nesta segunda-feira (1º). As trilhas e recantos da unidade de conservação, que costumam atrair famílias e pesquisadores, transformaram-se em locações para o longa-metragem “Estranho Vazio”. O projeto, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, utiliza a capacidade da reserva em manter a paisagem intacta para viajar no tempo até a década de 90.
A escolha técnica do local baseou-se na capacidade de camuflagem do parque. Ao evitar construções urbanas contemporâneas dentro da mata, a equipe de produção encontrou um cenário que prescinde de grandes alterações para emular o período em que a trama se desenvolve. Thiago Franco, diretor executivo da obra, aponta que a perenidade da vegetação facilita a composição de cenas que exigem recortes históricos, funcionando como um filtro natural para a ficção. O filme, que aborda os bastidores da política daquela época, ganha profundidade ao situar seus personagens em um ambiente que pouco mudou nas últimas décadas.
A administração do parque vê na parceria com a equipe de filmagem um caminho para estreitar laços entre o patrimônio natural e a produção artística regional. Segundo Milenna Simões, que dirige a unidade, integrar a Bica ao enredo de “Estranho Vazio” é uma forma de exibir a relevância ambiental do espaço sob um novo ângulo, aproveitando a visibilidade do cinema para reforçar a identidade do cartão-postal. A iniciativa conta com a chancela da Film Commission e da Secretaria de Meio Ambiente, reforçando o uso do equipamento público para além do lazer e da educação ambiental.





