Mônaco impõe limite inédito ao Modo Reta na temporada 2026 da F1

​Pela primeira vez no calendário, a categoria desativa o dispositivo de eficiência aerodinâmica no circuito de Monte Carlo, mantendo apenas o Modo Ultrapassagem como ferramenta de ganho de desempenho.

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​O Grande Prêmio de Mônaco, marcado para o próximo domingo, 7 de junho, traz uma alteração técnica que rompe com a prática adotada em todas as etapas anteriores deste ano. Pela primeira vez desde a implementação do novo regulamento, o chamado Modo Reta estará totalmente indisponível no traçado urbano de Monte Carlo. A medida retira dos pilotos a possibilidade de abrir as asas dianteira e traseira para reduzir o arrasto aerodinâmico, tecnologia essencial para compensar a entrega de potência das atuais unidades híbridas em trechos de alta velocidade.

​Até aqui, Austrália, China, Japão, Miami e Canadá permitiram o uso do mecanismo em múltiplos setores, confirmando a intenção da FIA de preservar o equilíbrio energético entre o motor a combustão e o sistema elétrico. A decisão de vetar o recurso até mesmo na reta principal, local onde o DRS tradicional costumava ser acionado, sublinha a singularidade do traçado monegasco, que exige carga aerodinâmica máxima em praticamente toda a sua extensão e oferece pouco espaço para manobras de ganho de velocidade linear pura.

​Apesar da ausência do dispositivo de eficiência, os pilotos terão à disposição o Modo Ultrapassagem, recurso focado estritamente na disputa de posições. O sistema injetará 0,5 MJ extras de energia elétrica nos carros que estiverem a menos de um segundo de seus adversários. Para operacionalizar a ferramenta, a direção de prova definiu o ponto de detecção antes da curva La Rascasse, enquanto a ativação será autorizada na sequência, pouco antes da entrada na curva Anthony Noghes.

​Com essa configuração, a Fórmula 1 altera o foco estratégico em Mônaco. A preocupação da FIA com a perda de fôlego das baterias em retas longas, que motivou a criação do Modo Reta no início do projeto de 2026, cede lugar a um cenário onde a gestão de energia será testada sob uma perspectiva de combate direto, sem o suporte da configuração aerodinâmica flexível. As atividades de pista no Principado começam na próxima quinta-feira, 5 de junho.

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