Uma operação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal, com suporte do Corpo de Bombeiros, transformou a paisagem da Ilha do Bananal, na Iputinga, zona oeste do Recife, desde a última sexta-feira. O local, uma reserva de 32 hectares de vegetação densa acessível apenas por embarcações, funcionava há pelo menos um ano como entreposto estratégico para o armazenamento de entorpecentes e armamentos destinados ao tráfico na Região Metropolitana.
A investida, batizada de Operação Iara, é resultado de um trabalho de inteligência que mapeou a logística de grupos criminosos na área. O isolamento geográfico do ponto, cercado pelas águas do Rio Capibaribe, foi utilizado pela criminalidade como uma proteção natural contra ações rotineiras de segurança pública. O tenente-coronel Rogério Tomaz explicou que a ocupação responde a denúncias recorrentes sobre a movimentação atípica na ilha, que servia de depósito para insumos ilegais distribuídos nos bairros vizinhos.
Cerca de 90 agentes utilizam o apoio do Grupamento Tático Aéreo e cães farejadores para vasculhar o terreno, onde a vegetação de Mata Atlântica dificulta a varredura terrestre. Imagens da operação confirmam que os criminosos recorriam ao enterro de materiais ilícitos para evitar a detecção durante patrulhamentos eventuais. Embora as autoridades confirmem o sucesso tático da ocupação, o balanço final de prisões e a quantidade de material apreendido permanecem sob sigilo enquanto as diligências prosseguem na área, sem prazo para encerramento.





