O batismo de fogo de Jardim: Flamengo supera o Fluminense nos pênaltis e retoma o Rio

​Sob o comando do estreante português, Rubro-Negro quebra a hegemonia tricolor em final de jogo único e levanta a taça no Maracanã

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O futebol carioca escreveu um capítulo de puro pragmatismo e nervos de aço neste domingo. No Maracanã, o Flamengo sagrou-se campeão do Campeonato Carioca de 2026 ao vencer o Fluminense na disputa por pênaltis, após um empate sem gols que testou a paciência das arquibancadas. O triunfo não apenas amplia a galeria de troféus da Gávea, mas marca uma estreia meteórica para Leonardo Jardim, que assumiu o comando técnico com a missão de decidir um título em seus primeiros 90 minutos de clube.

Diferente do encontro na fase de grupos, quando o Tricolor ditou o ritmo e venceu por 2 a 1, a finalíssima foi regida pela cautela. O formato de jogo único, adotado pela FERJ, transformou o gramado em uma zona de estudos onde ninguém parecia disposto a se arriscar precocemente. No primeiro tempo, o equilíbrio foi a tônica, quebrado apenas nos acréscimos, quando Léo Pereira quase surpreendeu o goleiro Fábio em um cabeceio por cobertura após assistência de Arrascaeta.

Na etapa complementar, a tensão subiu alguns tons. O Fluminense, de Luis Zubeldía, ensaiou um abafa logo aos três minutos com Lucho Acosta, exigindo uma intervenção providencial de Rossi. O jogo, porém, sofreu interrupções dramáticas, incluindo um choque de cabeças entre John Kennedy, Léo Ortiz e Léo Pereira que paralisou a partida para atendimento médico, reforçando o clima de combate físico que se tornou o clássico.

​Apesar da campanha superior na Taça Guanabara, que conferiu ao Fluminense o status de melhor equipe da primeira fase, o regulamento não previa vantagens no placar para a decisão. Sem o brilho individual de Serna ou a letalidade habitual de John Kennedy durante o tempo regulamentar, o destino do título foi entregue à marca da cal.

Nas penalidades, a precisão rubro-negra prevaleceu sobre a estratégia de Zubeldía, que segue em busca de seu primeiro troféu em solo brasileiro após passagens pelo São Paulo. Para o Flamengo, a conquista é um recado de eficiência; para Leonardo Jardim, uma credencial de peso para iniciar seu trabalho. O Rio de Janeiro volta a ter um dono, definido no detalhe, no suor e no silêncio que precede o último chute.

 

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