Tragédia a 250 metros de altitude: Aluna assume controle após instrutor saltar de avião na Argentina

Caso ocorreu no último sábado em Córdoba; piloto comercial e instrutor passava por acompanhamento psiquiátrico sem o conhecimento da escola de aviação

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O silêncio na cabine de um Cessna C-150 foi rompido por uma frase breve e definitiva: “Você sabe o que fazer”. Segundos depois, a uma altitude de aproximadamente 250 metros, o instrutor de voo Leandro Bertazzo, de 42 anos, removeu os fones de ouvido, deixou o telefone celular de lado e forçou a abertura da porta da aeronave, vencendo a forte pressão do vento. O salto voluntário deixou uma jovem de 22 anos completamente sozinha nos comandos da aeronave na tarde do último sábado (4), na província de Córdoba, Argentina.

Apesar do impacto psicológico da cena, a tripulante, que já possuía licença de piloto, mas acumulava pouca experiência prática, conseguiu restabelecer o contato com a base em solo. Sob a orientação da equipe da escola de aviação Flying Parrot, ela manteve a estabilidade do monomotor e realizou um pouso seguro e sem novos incidentes na pista de destino.

O corpo de Bertazzo, que também atuava ativamente na aviação comercial, foi localizado por equipes de resgate em uma área rural no município de Toledo. Segundo relatos da direção da escola ao jornal argentino Clarín, o profissional já havia realizado outro voo de instrução normal horas antes da tragédia e não demonstrava sinais de alteração no comportamento que pudessem levantar suspeitas entre os colegas de trabalho.

A investigação inicial revelou que o piloto buscava suporte psiquiátrico recentemente, uma condição médica que não havia sido formalmente comunicada à instituição de ensino aéreo. O caso agora corre sob sigilo e análise da Justiça Federal de Córdoba, que busca esclarecer os fatores que levaram ao incidente e revisar os protocolos de monitoramento de saúde mental no setor aeronáutico local.

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