O saque que vale ouro: Ben Shelton conquista Munique e consagra ascensão no saibro

​Americano supera Flavio Cobolli em sets diretos, fatura prêmio milionário e confirma favoritismo após eliminar promessa brasileira

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​A manhã deste domingo marcou a consolidação de Ben Shelton como uma realidade para além das quadras rápidas. Em uma exibição que aliou potência e controle emocional, o norte-americano faturou o título do ATP 500 de Munique ao derrotar o italiano Flavio Cobolli por 2 a 0. Com parciais de 6/2 e 7/5, Shelton não apenas ergueu o troféu na Alemanha, mas também embolsou uma premiação de 478 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 2,8 milhões na cotação atual.

​O roteiro da decisão começou com um monólogo do tenista dos Estados Unidos. No primeiro set, Shelton impôs um ritmo agressivo que acuou Cobolli desde o fundo de quadra. A precisão nas devoluções permitiu que o americano quebrasse o serviço do adversário em momentos estratégicos, liquidando a parcial em rápidos 6/2. O domínio técnico foi acompanhado por uma postura sólida, impedindo qualquer esboço de reação inicial por parte do tenista europeu.

​O cenário mudou de tom no segundo set, quando Cobolli conseguiu equilibrar as trocas de bola e elevar o nível de competitividade. No entanto, o diferencial de Shelton residiu em seu fundamento mais letal: o saque. Nos momentos de maior pressão, a velocidade e a angulação de seus serviços desequilibraram o confronto, frustrando as tentativas de recuperação do italiano. Ao fechar a parcial em 7/5, o americano selou a vitória sem a necessidade de um set de desempate, ratificando a regularidade apresentada durante toda a semana em solo alemão.

​A trajetória de Shelton até o topo do pódio em Munique incluiu uma passagem marcante para os torcedores sul-americanos. Nas quartas de final, o agora campeão foi o responsável por interromper a sequência do brasileiro João Fonseca, uma das grandes revelações da temporada. Ao superar a resistência do jovem talento e, posteriormente, confirmar o favoritismo na decisão, Ben Shelton reafirma sua posição entre os grandes nomes do circuito mundial, provando que sua força física é um obstáculo difícil de ser superado mesmo em superfícies mais lentas.

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