A cobrança por respostas rápidas e soluções definitivas para os problemas estruturais na BR-101 ganhou um novo capítulo. O Ministério Público Federal estipulou o prazo de dez dias úteis para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes apresente cronogramas detalhados referentes às intervenções nas pontes sobre os rios Paraíba e Mamanguape. A medida busca dar transparência aos passos de reconstrução e às obras de reforço que impactam diretamente o tráfego na região.
Além do calendário de execução das obras, o órgão fiscalizador exige documentos que comprovem a continuidade das inspeções subaquáticas e do monitoramento topográfico das estruturas. O pedido também alcança a esfera administrativa: o MPF quer identificar formalmente as empresas contratadas para a conservação do trecho e saber se foram instaurados procedimentos internos para apurar eventuais responsabilidades pela ruína da travessia em Santa Rita.
Para além da papelada técnica, os procuradores decidiram ir a campo. Uma perícia própria de engenharia vai avaliar se o colapso registrado na ponte do Rio Paraíba poderia ter sido evitado ou previsto com uma rotina adequada de manutenções preventivas e corretivas. O trabalho dos peritos incluirá um diagnóstico fotográfico completo sobre as condições atuais do local, checando desde a eficácia dos desvios de trânsito até a sinalização das áreas isoladas.
O histórico recente do trecho justifica o tom de urgência. No início de março de 2026, a estrutura da direita sobre o Rio Paraíba sofreu um colapso parcial depois que a corrosão consumiu mais de 70% da seção de suas estacas metálicas. Sem possibilidade de recuperação, o trecho será destruído por implosão controlada, enquanto a ponte paralela absorve o fluxo de veículos sob vigilância constante.
Situação semelhante ocorre mais ao norte da rodovia, no município de Mamanguape. Desde o fim de março de 2026, a pista da direita está interditada preventivamente devido à deterioração do concreto e ao desgaste do encamisamento de aço. Enquanto o Dnit planeja as obras de reforço cobradas pelo MPF, motoristas que trafegam pelo principal corredor logístico do estado continuam dividindo espaço em pista simples no lado esquerdo da via.




