Uma ofensiva com cerca de 500 agentes de segurança tirou de circulação 12 pessoas e asfixiou a receita de um grupo criminoso originário do Rio de Janeiro com forte atuação na Bahia. Deflagrada nesta quarta-feira (5), a Operação Ágio cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador e na Região Metropolitana, além de notificar dois alvos que já cumpriam pena em presídios fluminenses e pernambucanos.
As investigações revelam que a organização vinha impondo um regime de extorsão sistemática contra o comércio local. Provedores de internet comunitária e revendedores de gás de cozinha figuravam entre as principais vítimas das cobranças forçadas para manter os estabelecimentos abertos nos bairros sob domínio do grupo. Para cortar a circulação desses recursos, a Justiça determinou o bloqueio de 200 contas bancárias ligadas aos investigados.
Entre os detidos em território baiano, destaca-se a presença de seis mulheres, apontadas pelos investigadores como responsáveis diretas pela movimentação bancária e ocultação dos valores movimentados pelo esquema. A maioria das capturas ocorreu no bairro de Cosme de Farias, onde também foi localizado um homem indicado pela polícia como chefe do tráfico local. As equipes atuaram ainda no Nordeste de Amaralina, em Tancredo Neves e no distrito de Portão, em Lauro de Freitas.
Ao mirar simultaneamente os operadores das ruas e os mecanismos de lavagem de capitais, a força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública da Bahia busca sufocar a capacidade financeira da facção e interromper a cobrança de taxas abusivas sobre pequenos empreendedores das periferias.
Com assessoria





