UFPB terá que isolar ambientes internos para conter avanço de gatos nos campi

Recomendação do Ministério Público do Trabalho estipula prazo de seis meses para que a instituição adote barreiras físicas e remova pontos de alimentação próximos a salas e laboratórios

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​O convívio histórico entre a comunidade acadêmica e a população felina nos campi da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está prestes a passar por uma reestruturação forçada. Uma recomendação expedida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) determina que a instituição de ensino adote medidas rigorosas para impedir a entrada de gatos nos blocos didáticos e administrativos. A iniciativa visa mitigar riscos sanitários e resguardar a saúde de funcionários, professores e estudantes que circulam diariamente pela instituição.

A intervenção do órgão ministerial baseia-se nos resultados de uma perícia técnica detalhada, realizada nas dependências da universidade. O diagnóstico apontou falhas estruturais que facilitam o livre acesso dos animais a espaços vulneráveis, evidenciando a urgência de adequações para conter possíveis contaminações e transmissões de zoonoses. Diante do cenário, a reitoria da UFPB confirmou a criação de um grupo de trabalho específico para desenhar o plano de ação exigido, sinalizando que cumprirá as determinações dentro do cronograma previsto.

A universidade terá exatos 180 dias para tirar do papel e comprovar a execução de doze ações integradas. O plano exige uma mudança estrutural e de comportamento dentro dos campi. As secretarias e coordenações precisarão instalar bloqueios físicos eficientes e reforçar a vedação de portas e janelas de ambientes sensíveis, como laboratórios de pesquisa, salas de aula, refeitórios e instalações sanitárias.

Além das barreiras de engenharia, a rotina de manejo dos animais também será afetada. Os tradicionais pontos de alimentação improvisados, mantidos por voluntários e estudantes nas proximidades das edificações, terão de ser removidos. O fornecimento de ração e água ficará restrito a áreas externas específicas e devidamente controladas, longe do fluxo principal de pessoas. Para lidar com o passivo ambiental já existente, a UFPB também se viu obrigada a padronizar protocolos rígidos de higienização e desinfecção química para neutralizar resíduos biológicos deixados pelos felinos nos espaços comuns.

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