A bossa e o brilho: Alaíde Costa e Ayrton Montarroyos unem gerações da MPB no Recife

​Aos 90 anos, a pioneira da Bossa Nova divide o palco do Teatro do Parque com o cantor pernambucano, em uma apresentação que celebra a permanência e a evolução da música nacional.

Compartilhe o Post

​O Teatro do Parque transforma-se no ponto de convergência entre duas eras da música popular brasileira. O Projeto Seis e Meia promove o encontro inédito de Alaíde Costa, uma das vozes que ajudaram a pavimentar os caminhos da Bossa Nova ao lado de João Gilberto e Tom Jobim, e o recifense Ayrton Montarroyos, expoente da nova geração revelado no cenário nacional pelo programa The Voice Brasil. O show está marcado para esta sexta-feira (10) as 18h30.

Antes de a dupla principal assumir os microfones, a noite começa em clima de celebração local. O Conjunto Maravilha, grupo nascido em Olinda e consolidado na mistura entre o samba-raiz e o samba-rock, faz as honras da casa. A apresentação comemora os 15 anos de estrada da banda, que leva ao público um repertório focado em composições autorais e releituras de clássicos de Chico Buarque. Os ingressos para a noite estão disponíveis na plataforma Sympla, com valores que variam entre R$ 75 (meia-entrada) e R$ 150.

Aos 90 anos e com mais de sete décadas de carreira ativa, Alaíde Costa recusa a posição de mera personagem do passado. Sua trajetória atual, aplaudida pela crítica contemporânea, mostra uma artista em constante produção. Para Montarroyos, de 31 anos, dividir o palco com a cantora é uma oportunidade de absorver uma escola que valoriza a palavra em vez do malabarismo vocal. Ele destaca que a parceria vai além do cantar afinado; exige entender o peso do silêncio e o respeito absoluto ao texto da canção.

​O roteiro do show foi construído a quatro mãos, priorizando composições que permitissem um diálogo sensível entre as duas vozes. A proposta é dar novos contornos a canções já conhecidas do público, unindo a bagagem histórica de Alaíde à abertura que a artista mantém para o contemporâneo. No palco, a promessa é de uma entrega baseada na escuta mútua, onde a narrativa poética se sobrepõe ao virtuosismo técnico.

Compartilhe o Post

Mais do Nordeste On.