O grave acidente com o elevador do Residencial Reserve Altiplano, em João Pessoa, ganhou um novo capítulo com a evolução positiva no quadro clínico da moradora holandesa de 36 anos. Internada em um hospital particular da capital paraibana, a paciente passou por um procedimento cirúrgico complexo na coluna e apresentou sinais significativos de recuperação. Diagnósticos iniciais apontavam para um quadro de paraplegia logo após a queda do equipamento, mas a intervenção médica conseguiu reverter a gravidade imediata das lesões.
Relatos de moradores que acompanham de perto a rotina hospitalar indicam que a evolução surpreendeu positivamente. A mulher recuperou a sensibilidade nos membros inferiores, já consegue realizar movimentos voluntários com as pernas e obteve sustentação para ficar de pé, apoiada pela equipe de saúde responsável pelo tratamento. A melhora, embora comemorada, ocorre sob um pano de fundo de forte desgaste e cobranças por responsabilidade.
A queda do elevador trouxe à tona uma antiga disputa jurídica travada entre a administração do condomínio e a GPC Construções, empresa que integra o Grupo Setai GP, responsável pelo empreendimento. Em janeiro, o Poder Judiciário paraibano havia determinado a substituição integral dos elevadores após recorrentes queixas de falhas técnicas apresentadas pela comunidade do prédio. No entanto, a construtora conseguiu reverter temporariamente a ordem por meio de um recurso judicial. Diante da tragédia recente, a 8ª Vara Cível de João Pessoa interveio novamente, estipulando um prazo de 90 dias após perícia para que os reparos estruturais necessários sejam concluídos, sob pena de multa diária substancial.
A repercussão do caso mobilizou redes sociais e plataformas de proteção ao consumidor, desencadeando uma onda de depoimentos de proprietários de outros residenciais assinados pela mesma marca. Os relatos expõem um histórico de insatisfação que vai além do funcionamento dos elevadores, incluindo reclamações sobre infiltrações na alvenaria, rachaduras severas, vazamentos na rede de gás e negligência na manutenção preventiva de áreas de uso comum. Enquanto a defesa do grupo empresarial argumenta que as obrigações de conservação são transferidas aos condôminos após a entrega das chaves, moradores exigem auditorias rigorosas para garantir a segurança habitacional nos edifícios da região.





