A manhã desta terça-feira (12/05) registrou uma movimentação incomum nas ruas de João Pessoa, marcando o início de uma das maiores investidas recentes contra a criminalidade estruturada no estado. A Operação Trapiche, braço local da mobilização nacional Força Integrada II, mirou o núcleo de facções que dominam o comércio de entorpecentes e o arsenal clandestino na região central da capital paraibana. Sob a coordenação da Polícia Federal, o aparato estatal busca asfixiar não apenas a logística operacional desses grupos, mas também o seu suporte financeiro.
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A investida na Paraíba é parte de um esforço coordenado que ecoa simultaneamente em 14 unidades da federação. No território paraibano, a Justiça autorizou o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão, além de 20 ordens de prisão preventiva. Para além das celas, a estratégia foca no confisco de patrimônio: sete medidas de bloqueio e sequestro de bens foram executadas para desestabilizar a estrutura econômica construída sobre o tráfico de drogas, a venda ilegal de armas e a lavagem de capitais.
O diferencial da ação reside no modelo de gestão da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Diferente de operações convencionais, a FICCO/PB opera sob um regime de cooperação técnica que elimina a rigidez hierárquica entre as instituições. O grupo reúne a experiência da Polícia Federal, das polícias Civil, Militar e Penal, além do suporte direto de órgãos como a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e as secretarias estaduais de Segurança e Administração Penitenciária.
A pulverização da FICCO por todo o território nacional, com 39 unidades operacionais em funcionamento, reflete a mudança de paradigma no enfrentamento às quadrilhas. Ao integrar inteligência e força bruta de diversas esferas, a Operação Trapiche sinaliza uma tentativa de retomar o controle de áreas urbanas sensíveis, onde a criminalidade buscava se consolidar através do domínio territorial. O balanço final das apreensões e prisões deve traçar um novo panorama sobre as conexões ilícitas que atravessam as divisas paraibanas.
Com assessoria





