O governo brasileiro recebeu, nesta quinta-feira, o sinal verde das autoridades italianas para o retorno compulsório de Carla Zambelli ao país. Detida em solo europeu desde o fim de julho de 2025, a ex-deputada federal pelo PL teve sua extradição confirmada pela Justiça da Itália, consolidando o cumprimento das sentenças impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O desfecho marca o esgotamento dos recursos no exterior e coloca o Ministério da Justiça na fase logística de escolta e recepção da custodiada.
A previsão é que Zambelli desembarque em solo nacional nas próximas semanas, sob forte esquema de segurança. Sem o mandato que outrora lhe garantia prerrogativas, o destino final da ex-parlamentar já está traçado: a Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Popularmente chamada de Colmeia, a unidade é o local designado para que ela inicie o cumprimento das penas referentes aos dois processos em que foi condenada pela Suprema Corte brasileira.
A permanência de Zambelli na Itália, que se estendia por quase oito meses, gerou um acompanhamento rigoroso por parte do Itamaraty e dos órgãos de controle judiciário. Desde sua prisão em julho do ano passado, a defesa tentou evitar o retorno ao Brasil, mas o entendimento da justiça italiana alinhou-se aos tratados de cooperação internacional, reconhecendo a legitimidade das decisões do STF. Com a notificação oficial entregue ao governo federal, os trâmites administrativos agora correm para acelerar a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras.
O retorno de Carla Zambelli encerra um capítulo de incertezas sobre a aplicação da lei em casos de repercussão internacional envolvendo figuras políticas. A chegada à Colmeia não representa apenas o início de um regime prisional, mas o ponto final em uma tentativa de refúgio que mobilizou as diplomacias de Brasília e Roma. Agora, a atenção se volta para os procedimentos de triagem e integração da ex-parlamentar ao sistema carcerário brasiliense.





