Trump ordena cerco naval total a Ormuz após impasse atômico no Paquistão

​Casa Branca autoriza Marinha a interceptar cargueiros e neutralizar ameaças iranianas para interromper fluxo financeiro de Teerã

Compartilhe o Post

​O governo dos Estados Unidos decidiu elevar a pressão militar no Oriente Médio ao nível máximo. Neste domingo (12), o presidente Donald Trump instruiu a Marinha norte-americana a implementar um bloqueio rigoroso ao Estreito de Ormuz, a passagem marítima mais sensível para o suprimento global de energia. A medida ocorre menos de 24 horas após o encerramento das conversações de segurança em Islamabad, no Paquistão, onde delegados de Washington e Teerã não conseguiram alinhar as expectativas sobre a descontinuação do programa nuclear iraniano.

​A decisão foi comunicada diretamente pelo republicano através da Truth Social. Trump destacou que, embora as negociações tenham produzido avanços em áreas periféricas, a persistência do Irã em manter suas capacidades nucleares tornou qualquer pacto de paz inviável sob a ótica da Casa Branca. Segundo o presidente, os Estados Unidos não permitirão que o governo iraniano continue a financiar suas atividades por meio de taxas de tráfego marítimo, que ele classificou como um mecanismo de extorsão.

​A nova diretriz operacional altera drasticamente as regras de engajamento na região. A partir de agora, as embarcações da Marinha têm autorização para abordar e interceptar navios em águas internacionais que tenham efetuado pagamentos de trânsito ao governo do Irã. Além disso, as forças americanas iniciaram operações de varredura para eliminar minas aquáticas remanescentes, com a ordem expressa de revidar qualquer agressão com força letal imediata.

​Especialistas militares indicam que o movimento visa asfixiar o que resta da economia de Teerã, ao mesmo tempo em que tenta garantir a livre circulação de navios aliados sem a interferência iraniana. Trump afirmou que as forças dos EUA estão prontas para ações definitivas contra a infraestrutura militar do país persa, sugerindo que o sistema de defesa e a frota aérea de Teerã já enfrentam degradação severa.

​O anúncio coloca o mercado internacional em estado de alerta, dada a dependência de diversas nações em relação ao petróleo que transita por Ormuz. Embora Trump tenha mencionado o apoio de outros países no bloqueio, a lista de aliados que participarão ativamente da operação naval ainda não foi detalhada pelo Pentágono. Por ora, o sinal enviado por Washington é de que a diplomacia em solo paquistanês foi substituída pelo poder de fogo dos porta-aviões estacionados no Golfo.

Compartilhe o Post

Mais do Nordeste On.