Troca de recheio: Anvisa retira lotes de Laka do mercado por falha grave de rotulagem

​Erro na linha de produção da Mondelez confunde chocolate branco puro com versão Oreo, omitindo a presença de glúten e colocando alérgicos em alerta nacional.

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​O rigor sanitário brasileiro impôs uma interrupção imediata no fluxo comercial de um dos rótulos mais tradicionais da bomboniere nacional. Nesta quinta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou o protocolo de recolhimento compulsório de lotes do chocolate Laka, fabricado pela Mondelez Brasil. O que parece ser um simples deslize operacional, a troca do conteúdo de um chocolate branco clássico por sua versão composta com biscoito (Oreo), esconde um risco severo à segurança alimentar: a omissão de alérgenos.

​A divergência entre o que está impresso na embalagem e o que o consumidor encontra ao abrir o pacote não é apenas uma questão de expectativa frustrada. Ao acondicionar o Laka Oreo sob a roupagem do Laka convencional, a fabricante deixou de declarar a presença de glúten, ingrediente intrínseco aos pedaços de biscoito da versão “recheada”. Para indivíduos celíacos ou com sensibilidade severa à proteína, o consumo do produto torna-se uma roleta russa metabólica, capaz de desencadear reações inflamatórias graves.

​A decisão regulatória paralisa não apenas a venda e a distribuição, mas proíbe qualquer peça publicitária vinculada aos itens afetados. O recolhimento, que abrange todo o território nacional, exige que a Mondelez retire as unidades das prateleiras e comunique os canais de logística para evitar que o estoque remanescente chegue ao carrinho do consumidor final. O episódio reforça a fragilidade do controle de qualidade em escalas industriais e a importância da transparência total na lista de ingredientes.

​Este incidente serve como um lembrete pragmático para o setor de alimentos: a rotulagem não é um acessório de marketing, mas um documento de saúde pública. Em um cenário onde as restrições alimentares são cada vez mais diagnosticadas, o erro na linha de montagem deixa de ser um prejuízo logístico para se tornar uma infração sanitária de alta periculosidade. Os consumidores que adquiriram o lote em questão devem interromper o consumo e entrar em contato com o serviço de atendimento da fabricante para as devidas providências de reembolso ou substituição.

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