Silêncio e impunidade: o drama das mulheres vítimas de estupro no Brasil

Estatísticas mostram que grande parte dos crimes ocorre na infância e permanece invisível

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Imagem: Thinkstock

Os números do Instituto Patrícia Galvão, em parceria com o Instituto Locomotiva, não deixam dúvidas: o estupro continua sendo uma realidade alarmante para mulheres brasileiras. 15% já sofreram o crime, e a maioria antes dos 13 anos, um dado que denuncia a urgência em proteger crianças e adolescentes. O que chama atenção é que mais da metade dessas vítimas nunca contou a ninguém, perpetuando um silêncio que alimenta a impunidade.

Além disso, 8% dessas mulheres engravidaram em decorrência da violência, um impacto que se estende por toda a vida da vítima. Quando se olha para a sociedade como um todo, 59% conhecem alguém que sofreu abuso na infância, revelando que o problema não é invisível, mas muitas vezes ignorado.

É impossível não enxergar nesse cenário a falência das políticas públicas de prevenção e assistência. A persistência do silêncio e da violência exige ação imediata: educação sexual, fortalecimento da rede de proteção e punição efetiva aos agressores. A sociedade não pode mais fechar os olhos; cada número é uma vida marcada por trauma e descaso.

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