O fim da rota de fuga: líder do Comando Vermelho em Alagoas é capturado no Paraná

​Givaldo Barbosa, o "Quinzinho", encerra trajetória de quatro décadas de condenações após ser localizado em operação interestadual; criminoso integrava a lista seleta dos mais procurados do Ministério da Justiça.

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A rede de invisibilidade que protegia um dos nomes mais expressivos do crime organizado alagoano foi desmantelada nesta quarta-feira (14). Givaldo Barbosa de França, o “Quinzinho”, de 44 anos, foi localizado e detido no Paraná em uma ação estratégica coordenada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL). A prisão não representa apenas o cumprimento de mandados pendentes, mas a retirada de circulação de uma peça-chave na estrutura do Comando Vermelho no Nordeste, encerrando um ciclo de fuga que desafiava as autoridades de segurança.

Diferente de capturas rotineiras, o perfil de Quinzinho carrega o peso institucional de quem figurava no Programa Captura, plataforma de elite do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançada recentemente para monitorar os 216 foragidos mais perigosos do Brasil. Sua inclusão no sistema, ocorrida em dezembro passado, acelerou o intercâmbio de inteligência entre as polícias civis de diferentes regiões, estreitando o cerco que culminou em sua localização no Sul do país, a milhares de quilômetros de sua base de operação original.

O histórico jurídico do custodiado é inequívoco e revela a periculosidade que fundamentou sua caçada. Com condenações definitivas que ultrapassam os 40 anos de reclusão, Quinzinho já não possuía mais recursos judiciais disponíveis, restando apenas o cumprimento da pena em regime fechado. Embora a Polícia Civil mantenha sob sigilo os detalhes específicos dos inquéritos recentes para preservar desdobramentos investigativos, o status de “alvo prioritário” confirma sua relevância intelectual e operacional dentro da hierarquia da facção criminosa em Alagoas.

A transferência de Quinzinho do radar nordestino para o território paranaense ilustra uma tática comum entre grandes lideranças do tráfico: o distanciamento geográfico como tentativa de gerir operações remotamente e dificultar o monitoramento presencial. No entanto, a integração dos bancos de dados nacionais provou-se mais ágil que a mobilidade do crime. A operação reafirma a eficácia das novas ferramentas de cooperação federativa, simbolizando um golpe contundente na logística do crime organizado e uma resposta direta à sociedade contra a sensação de impunidade.

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