Alvos de elite: Operação Argos corta fluxo de drogas entre o Sudeste e o Nordeste

​Ação coordenada entre as polícias civis de cinco estados e o Ministério Público resulta na prisão de "Choco", apontado como o maior fornecedor de entorpecentes da região.

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​A malha do crime organizado no Brasil sofreu uma reconfiguração forçada nesta quinta-feira (26). Em uma ofensiva que mobilizou mais de 400 agentes, a Polícia Civil da Paraíba e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagraram a Operação Argos, mirando o núcleo financeiro e logístico de uma estrutura especializada no narcotráfico interestadual. A ação não se limitou às divisas paraibanas, estendendo-se por cinco estados para paralisar a rede do principal distribuidor de drogas com influência direta em Pernambuco, Ceará e Paraíba.

O desfecho mais emblemático da manhã ocorreu a centenas de quilômetros das bases operacionais do grupo. Em Hortolândia, no interior de São Paulo, as autoridades efetuaram a prisão de “Choco”, figura central e liderança máxima da organização. Enquanto o comando estratégico caía no Sudeste, o braço operacional sofria baixas simultâneas no Sertão da Paraíba. Luciano, identificado como o articulador das atividades do bando no estado, foi capturado em Pombal, selando o isolamento das células locais em relação à cúpula do esquema.

A Operação Argos evidencia uma sofisticação na troca de informações entre diferentes unidades da federação, contando com o suporte tático das polícias de São Paulo, Bahia e Mato Grosso para o cumprimento de 44 mandados de prisão. Na Paraíba, o cerco se fechou sobre múltiplos municípios, com diligências registradas em João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Areia, Alagoa Nova e Esperança. A dispersão dos alvos demonstra a capilaridade da quadrilha, que utilizava rotas complexas para escoar substâncias ilícitas por todo o território nacional.

Mais do que apreensões pontuais, o objetivo da investida é a desarticulação patrimonial e a quebra da hierarquia que mantinha o fluxo de entorpecentes no Nordeste. Ao capturar as peças-chave em pontos distantes do país, as instituições de segurança pública enviam um sinal claro sobre a falência das barreiras estaduais para a inteligência policial. A investigação segue em curso, com a análise de materiais apreendidos que podem revelar novas ramificações e conexões financeiras do grupo.

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