Flagrante no Mutirão: sexo e indícios de embriaguez em UBS de Campina Grande (PB) provocam afastamento de servidor

​Imagens mostram funcionário em ato sexual e oferecendo alimento a mulher em situação de rua dentro de unidade de saúde; prefeitura abriu sindicância para apurar o desvio de conduta.

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O slogan estampado na parede da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Mutirão, em Campina Grande, prega “saúde, respeito e cuidado”, mas o cenário registrado em vídeo recentemente dista drasticamente das diretrizes institucionais. Um funcionário da unidade foi formalmente afastado de suas funções na última sexta-feira (6/3), após a circulação de imagens que o flagram em pleno ato sexual com uma mulher em situação de rua dentro das dependências do posto de saúde.

O registro, que ganhou repercussão pela gravidade ética e administrativa, detalha uma sequência de irregularidades. Após o ato, o homem, que permanece com as vestes inferiores arriadas durante boa parte do vídeo, entrega uma vasilha de comida à mulher. Enquanto ela se alimenta sentada no chão da unidade, o servidor a observa e chega a levantar a própria blusa, expondo-se novamente. A interação só é interrompida quando o funcionário percebe a gravação, momento em que aponta para a câmera e foge do local.

Além da conduta sexual explícita em repartição pública, a investigação agora debruça-se sobre a suspeita de consumo de bebidas alcoólicas pelo servidor durante o expediente, o que agravaria a natureza da infração disciplinar. Embora a função específica do homem não tenha sido revelada pela gestão municipal, o impacto simbólico de utilizar um espaço de acolhimento público para fins privados e degradantes acelerou a resposta administrativa.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande confirmou o afastamento preventivo do envolvido por um período de 60 dias. O caso foi encaminhado à Procuradoria Geral do Município, que conduzirá um processo administrativo disciplinar para apurar se houve, além da quebra de decoro, outras violações ao estatuto do servidor. Em nota oficial, a pasta reiterou que comportamentos dissonantes com a legislação e com o atendimento humanizado não serão tolerados, sinalizando que a exoneração ou rescisão contratual é uma possibilidade real ao fim do inquérito.

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