O calendário vacinal brasileiro ganha um novo capítulo a partir deste sábado (28). Com a proximidade da queda nas temperaturas e o consequente aumento da circulação viral, o governo federal dá a largada ao Dia D de vacinação contra a Influenza. A mobilização foca, inicialmente, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, estabelecendo um cerco preventivo que se estenderá até o final de maio. O Norte do país, por apresentar um ciclo de sazonalidade distinto, terá seu cronograma deslocado para o segundo semestre, respeitando as particularidades climáticas da Amazônia.
A logística para 2026 já colocou em circulação 15,7 milhões de doses da vacina trivalente, formulada especificamente para neutralizar as cepas mais recentes identificadas em território nacional. Diferente de uma aplicação única e estática, a campanha se adapta anualmente às mutações do vírus, exigindo que o sistema imunológico dos grupos prioritários seja atualizado. O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), sendo necessário apenas que o cidadão comprove pertencer aos segmentos recomendados.
O público-alvo prioritário abrange crianças entre seis meses e seis anos incompletos, gestantes e idosos a partir dos 60 anos. A estratégia também abraça indivíduos com comorbidades e populações em situação de maior vulnerabilidade biológica. Um detalhe técnico relevante reside no esquema vacinal infantil: para crianças de até oito anos, a quantidade de doses depende da bagagem imunológica prévia. Quem nunca recebeu o imunizante deve cumprir um protocolo de duas aplicações, respeitando o hiato de quatro semanas, enquanto os já iniciados no ciclo recebem apenas o reforço sazonal.
Essa estrutura de atendimento se estende às comunidades indígenas, que seguem as diretrizes de faixa etária e histórico de saúde. A meta da gestão pública é garantir que a barreira vacinal esteja consolidada antes que os picos de transmissão pressionem as redes hospitalares. Ao atualizar a proteção, o Ministério da Saúde busca reduzir não apenas o contágio, mas sobretudo a incidência de complicações graves e óbitos decorrentes das variantes da gripe que circulam este ano.





