Uma comemoração entre conhecidos em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior paulista, terminou em caso de polícia no último domingo (2). O ator Marco Furlan, de 48 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia na segunda-feira (3), sob a acusação de praticar ato libidinoso contra um menino de 5 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista.
O episódio ocorreu no decorrer da madrugada. A mãe do garoto relatou à Polícia Civil que havia colocado o filho para dormir em um dos dormitórios do imóvel enquanto a festa prosseguia. Momentos depois, ao escutar gritos vindos do interior da casa, correu ao cômodo e se deparou com o artista e a criança despidos. O menino chorava e se queixava de dores na região anal.
O relato foi corroborado por pessoas que participavam do evento. Uma das testemunhas afirmou ter ouvido o garoto clamar por socorro antes de entrar no quarto e flagrar o investigado sem as calças ao lado do menino, que também estava sem as roupas inferiores e levava as mãos às nádegas. Outra participante confirmou o estado de choque da mãe logo após o ocorrido.
Abordado no local pela Polícia Militar, Furlan alegou inicialmente ter sofrido um mal-estar e entrado no quarto por engano, justificando que confundira a criança com a própria namorada. Já no distrito policial, acompanhado por sua defesa, mudou a versão: declarou ter ingerido bebida alcoólica e disse não se recordar dos fatos, alegando ter a memória restaurada apenas no momento em que era conduzido na viatura.
A autoridade policial responsável pela autuação destacou a consistência entre os depoimentos da mãe, das testemunhas e dos agentes de segurança. Embora os exames clínicos iniciais não tenham apontado lesões físicas na vítima, a conduta foi enquadrada como estupro de vulnerável, alinhando-se ao entendimento consolidado dos tribunais superiores de que a prática de atos libidinosos contra menores de 14 anos caracteriza o crime, independentemente de marcas físicas.
Com a decisão judicial que manteve Furlan custodiado, as investigações prosseguem para o esclarecimento completo dos fatos. Conhecido por atuações no teatro, na televisão e em campanhas publicitárias, o ator mantinha presença ativa na internet promovendo seus trabalhos artísticos. Até a conclusão desta reportagem, a defesa do investigado não havia se manifestado publicamente sobre a decisão.





