Gigante sobre as águas: Ponte Salvador-Itaparica sai do papel e promete encurtar distâncias na Bahia

​Com investimentos chineses e a presença de lideranças políticas, início oficial das obras marca virada logística para o escoamento de produção e turismo no estado.

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​A Baía de Todos-os-Santos começou a testemunhar o primeiro capítulo daquela que promete ser uma das maiores intervenções de infraestrutura do país. Em cerimônia realizada no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, foi dada a largada oficial para a construção da ponte que ligará a capital baiana à ilha. O evento reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Jerônimo Rodrigues e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, chancelando a parceria com o consórcio chinês responsável pela execução do empreendimento.

​O projeto imponente se estende por quase 47 quilômetros de intervenções urbanas e rodoviárias. O coração da obra é a estrutura sobre o mar, que somará 12,4 quilômetros de extensão com seis faixas de rolamento para o tráfego nos dois sentidos. Para conectar o gigante de concreto às malhas viárias existentes, o plano inclui ainda um complexo de acessos de 4,2 quilômetros em Salvador e outros 30,2 quilômetros de novas estradas na Ilha de Itaparica.

​Durante o ato de lançamento, o presidente Lula enfatizou o papel da obra como um indutor de oportunidades locais, pontuando que o real valor de grandes aportes financeiros está na capacidade de gerar bem-estar e transformar o cotidiano das comunidades do entorno. A expectativa do governo baiano é que a nova rota sirva de estopim para a atração de investimentos privados em frentes que vão do turismo de lazer à instalação de novos polos industriais e comerciais.

​Para além do impacto visual na paisagem litorânea, o impacto mais profundo da ponte será sentido no bolso e no tempo dos produtores rurais. O governador Jerônimo Rodrigues lembrou que a ligação direta deve encurtar em até 200 quilômetros o trajeto atual de caminhões que transportam grãos, algodão e frutas vindos do oeste do estado. Ao eliminar o gargalo do deslocamento em torno da baía, a nova rota promete dar mais agilidade e competitividade à produção agrícola baiana rumo aos portos e mercados consumidores.

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