Preso na Bahia homem acusado de estupro coletivo contra duas crianças em São Paulo

​Único adulto do grupo confessou ter filmado o crime contra crianças de 7 e 10 anos; investigação aponta que confiança da vizinhança foi usada para atrair as vítimas

Compartilhe o Post

​A brutalidade ocorrida na Vila Jacuí, Zona Leste de São Paulo, ganha contornos de frieza absoluta com os novos detalhes revelados pela Polícia Civil. O que começou com um convite cotidiano para empinar pipa terminou em um crime hediondo, motivado, segundo as palavras do principal suspeito, por uma “zoeira”. Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso na Bahia após fugir do estado, sendo identificado como o responsável por registrar os abusos em vídeo e iniciar a propagação do conteúdo em redes sociais.

​A investigação conduzida pelo 63º Distrito Policial detalha que o crime não nasceu de uma premeditação elaborada, mas de um desvio perverso durante uma interação comum entre vizinhos. O grupo, composto por Alessandro e quatro adolescentes com idades entre 14 e 16 anos, aproveitou-se da proximidade e do laço de confiança estabelecido com as vítimas, dois meninos de 7 e 10 anos, para conduzi-los a um imóvel sob a promessa de fornecer linha de pipa e um local para banho.

​O caso só rompeu a barreira do silêncio três dias após o ocorrido, quando imagens do crime começaram a circular em aplicativos de mensagens. Foi através desses arquivos que a irmã de uma das crianças reconheceu o familiar e buscou as autoridades. Até aquele momento, as famílias das vítimas sofriam pressões internas da própria comunidade para que o registro policial não fosse efetuado, o que forçou os parentes a abandonarem suas casas às pressas, temendo represálias.

​Alessandro, que não demonstrou arrependimento durante o depoimento, deve responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores e compartilhamento de pornografia infantil. Enquanto ele aguarda o processo em uma unidade prisional comum, os quatro menores envolvidos foram encaminhados à Fundação Casa, onde cumprirão medidas socioeducativas. A polícia agora concentra esforços para identificar cada indivíduo que colaborou com a viralização das imagens, uma vez que a distribuição desse tipo de conteúdo configura crime autônomo.

​As vítimas e seus familiares permanecem sob proteção e recebem acompanhamento psicológico e social em local sigiloso. O episódio evidencia a vulnerabilidade de crianças em ambientes onde o agressor faz parte do convívio social imediato, utilizando-se da aparência de normalidade para camuflar a violência.

Compartilhe o Post

Mais do Nordeste On.