A manhã desta segunda-feira (30) marcou o desfecho de um imbróglio jurídico e territorial nos limites do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto. Em um movimento que mobilizou cerca de 100 agentes públicos, uma força-tarefa composta pela Polícia Federal, Polícia Militar e órgãos de salvamento executou a reintegração de posse de terrenos pertencentes ao sítio aeroportuário. A medida cumpre a determinação da 1ª Vara Federal da Paraíba, que identificou o avanço de ocupações irregulares em zonas fundamentais para a logística e segurança da aviação civil.

A operação não se restringiu apenas ao isolamento da área, mas incluiu o desmonte de estruturas físicas que haviam sido erguidas sem autorização. Com o suporte logístico de caminhões e maquinário pesado cedidos pelo Exército Brasileiro, as equipes removeram edificações e cercas que obstruíam o perímetro administrado pela concessionária AENA Brasil. O foco central da intervenção foi restabelecer o controle sobre faixas de terra consideradas sensíveis, onde a presença de civis e construções não planejadas representa um risco direto à manutenção das normas internacionais de navegação aérea.

Embora o aparato policial fosse robusto, a estratégia priorizou o cumprimento da ordem judicial sem confrontos diretos, focando na preservação da integridade física de todos os envolvidos no processo de desocupação. A administração aeroportuária agora assume a guarda definitiva do terreno, prevendo o reforço do cercamento e da vigilância para impedir que novas incursões comprometam o funcionamento do terminal paraibano. A ação reafirma a política de tolerância zero com assentamentos em áreas de manobra e zonas de proteção de voo, pilares para a continuidade do tráfego aéreo na região.
Com assessoria





