A força feminina no horizonte de 2026: Lucas Ribeiro abre portas para uma chapa mista na Paraíba

Governador em exercício sinaliza protagonismo das mulheres na composição majoritária, ecoando demandas de aliadas e redesenhando a estratégia governista.

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A sucessão estadual na Paraíba começa a ganhar contornos de renovação e representatividade antes mesmo da abertura oficial das urnas. O atual governador em exercício, Lucas Ribeiro (PP), que assume o comando do estado durante o afastamento de João Azevêdo, trouxe para o centro do debate político uma possibilidade que ressoa com o amadurecimento das pautas de gênero na gestão pública: a presença de uma mulher como candidata à vice-governadoria em sua chapa para 2026.

A declaração de Ribeiro não surge no vácuo, mas como uma resposta estratégica a um movimento que ganha corpo dentro do próprio núcleo administrativo. No início desta semana, a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, já havia provocado o tabuleiro político ao manifestar o desejo de ver a ala feminina ocupando espaços de decisão na chapa majoritária. Embora Camaraense figure como pré-candidata à Câmara Federal, sua fala funcionou como um catalisador para uma discussão que transcende cargos individuais e atinge a estrutura do grupo governista.

​Lucas Ribeiro, com a cautela típica de quem maneja o xadrez político, ponderou que o momento ainda é de maturação. O governador em exercício reforçou que qualquer definição passará pelo crivo de uma construção coletiva, envolvendo a base de apoio e os diversos interesses que orbitam o projeto de continuidade da atual gestão. A ideia é evitar imposições e garantir que a escolha da vice seja o resultado natural de um consenso que fortaleça a coesão partidária.

Esse movimento sinaliza uma tentativa de modernizar o discurso eleitoral na Paraíba, buscando um equilíbrio que vá além da competência técnica e abrace o simbolismo da representatividade. Ao admitir nomes femininos na composição, o grupo governista tenta antecipar tendências e dialogar com um eleitorado cada vez mais atento à diversidade nos postos de comando. O cenário atual revela uma fila de interessados, mas a abertura de Ribeiro para uma “chapa rosa”, como é informalmente chamado o arranjo com presença feminina, coloca as lideranças femininas do estado em uma posição de destaque nas negociações que definirão o futuro político paraibano.

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