Enigma no Sertão: corpo é encontrado em campus da Univasf e mobiliza perícia em Petrolina

​Achado em área de preservação da universidade deflagra investigação criminal; estado avançado de decomposição exige exames de DNA para identificação.

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A rotina de coleta de sementes nativas da Caatinga, realizada por um funcionário do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (Nema), culminou em um desdobramento fúnebre na tarde de segunda-feira (9). Em uma área de mata densa, afastada dos pavilhões acadêmicos do Campus Ciências Agrárias (CCA) da Univasf, em Petrolina, foi localizado o corpo de uma mulher em avançado estado de decomposição. O cenário, isolado do fluxo estudantil, transformou-se imediatamente em objeto de análise rigorosa pelas forças de segurança de Pernambuco.

A reitoria da Universidade Federal do Vale do São Francisco agiu prontamente ao isolar o perímetro e acionar a Polícia Militar. Com a chegada da noite, o campus foi ocupado por equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica. O trabalho pericial, conduzido por especialistas do Instituto de Criminalística, buscou vestígios no local que pudessem esclarecer a cronologia dos fatos, enquanto o Instituto de Medicina Legal (IML) procedeu com a remoção dos restos mortais.

Diante da impossibilidade de um reconhecimento visual imediato, o protocolo forense seguiu para a coleta de material genético. Esse perfil de DNA será cruzado com o Banco Nacional de Perfis Genéticos, ferramenta crucial para a identificação de pessoas desaparecidas e para dar um nome à vítima. O laudo cadavérico, que deve ser emitido nos próximos dias, será o ponto de inflexão para determinar se o óbito decorreu de causas naturais, acidente ou se o Sertão pernambucano registra um novo episódio de violência letal.

Em nota, a Univasf declarou que mantém colaboração irrestrita com o inquérito policial, reforçando o compromisso com a transparência e a segurança de sua comunidade. Enquanto o inquérito tramita na Polícia Civil, a região permanece em estado de alerta, aguardando as respostas que apenas a ciência forense poderá extrair do silêncio da mata do CCA.

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