O fechamento do último semestre consolidou uma tendência de alívio para o orçamento das famílias brasileiras. Em um movimento uniforme e raro, todas as capitais do país registraram queda no custo da cesta básica, sinalizando que a pressão inflacionária sobre a mesa do cidadão finalmente cedeu diante da força da produção nacional.
O fenômeno é fruto direto de um desempenho excepcional do agronegócio, que converteu colheitas históricas em uma oferta robusta de insumos essenciais, forçando o ajuste dos preços para baixo.
O levantamento, que monitora itens pilares da dieta nacional como o arroz, o feijão e a carne bovina, revelou que o impacto positivo foi sentido de forma mais aguda na Região Norte. Em Boa Vista, o recuo foi emblemático: o conjunto de alimentos fundamentais, que antes exigia um desembolso de R$ 712,83, passou a custar R$ 652,14. Essa economia de mais de sessenta reais no bolso do roraimense é o reflexo prático de um mercado saturado por safras recordes, que também beneficiaram o custo de derivados como o óleo de soja e produtos de alto consumo, como a batata e o leite.
Especialistas apontam que a combinação de condições climáticas favoráveis e ganhos de produtividade no campo estimulou uma dinâmica de mercado onde a abundância dita o ritmo dos rótulos. Diferente de períodos anteriores marcados pela escassez e pela alta dos combustíveis, o cenário atual é de estabilidade produtiva.
Esse volume de produção não apenas abastece as cadeias logísticas com maior facilidade, mas também atua como um regulador natural contra oscilações externas, permitindo que a queda nos preços chegue com maior agilidade ao consumidor final, transformando estatísticas agrícolas em segurança alimentar real nas periferias e centros urbanos.





