Lima: o novo epicentro da glória eterna rubro-negra

​Em solo peruano, o Flamengo celebra o tetracampeonato da Libertadores e reescreve a história do futebol continental.

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Lima se vestiu de vermelho e preto na madrugada deste domingo, 30 de novembro, para testemunhar e celebrar um marco histórico: o tetracampeonato do Flamengo na Copa Libertadores. Após uma vitória mínima, porém eficiente, de 1 a 0 sobre o Palmeiras no Estádio Monumental ‘U’, a capital peruana transformou-se no palco da apoteose rubro-negra.

O gol que sacramentou a conquista e fez do Flamengo o primeiro clube brasileiro tetracampeão do torneio mais importante da América, foi do zagueiro Danilo, que subiu com autoridade após assistência de Giorgian de Arrascaeta. O defensor, inclusive, repetiu o feito de 14 anos antes, quando também marcou em uma final de Libertadores pelo Santos, e revelou ter dedicado o gol à sua tia, falecida na véspera da decisão.

A festa, que migrou do Monumental para o boêmio Parque Kennedy, no bairro de Miraflores, foi uma sinfonia de bateria e canções entoadas pela massa carioca, com trechos de exaltação ao clube e provocações pontuais ao rival paulista. A peculiaridade do ambiente festivo, que transcendeu a rivalidade, foi a presença de torcedores do próprio Palmeiras. Um instrutor militar, Leandro Venon, com sua camisa alviverde, resumiu o espírito de união: “A festa é brasileira. Quem ganha é o Brasil”.

A América do Sul, que testemunhou uma hegemonia brasileira nas finais da competição nos últimos anos, também se fez presente no festejo. Camisas de times peruanos como Alianza Lima, Sporting Cristal e Universitario se misturavam no oceano de rubro-negro. A frase de um torcedor local, exclamando que “O Flamengo contagia”, ilustra a capilaridade da paixão pelo time carioca.

No plano das conquistas pessoais e financeiras, o título de 2025 garantiu ao Flamengo um prêmio de US$ 24 milhões, além da vaga no Mundial de Clubes de 2029 e a disputa da Copa Intercontinental da FIFA 2025 já em dezembro.

​Individualmente, a geração multicampeã solidificou seu lugar no panteão rubro-negro. Giorgian de Arrascaeta, eleito o Melhor Jogador da CONMEBOL Libertadores 2025, e Bruno Henrique reforçaram sua candidatura entre os maiores ídolos da história do time da Gávea, logo atrás da lenda Zico. Os dois se tornaram os jogadores com mais títulos do torneio pelo clube. O técnico Filipe Luís também celebrou uma marca notável, tornando-se o segundo brasileiro (depois de Renato Gaúcho) a vencer a Libertadores como jogador e treinador.

No entanto, a final em Lima não foi isenta de polêmica. A imprensa espanhola, por exemplo, repercutiu a não-expulsão do chileno Erick Pulgar, do Flamengo, após uma entrada dura em Bruno Fuchs do Palmeiras, chamando a arbitragem de “escândalo”.

A euforia pelo tetra, no entanto, é a nota dominante. Uma vitória que não apenas trouxe um troféu, mas também um alívio pessoal para torcedores como o carioca Pedro Carvalho, que priorizou a viagem ao Peru em detrimento do aniversário da filha. O resultado, sem dúvida, provou ser o melhor presente.

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