Andrea Gavazzi: a jornada do brasileiro que ilumina o mundo no Oscar

Do interior de São Paulo ao Oscar, a trajetória de Andrea Gavazzi no curta A Lien refl

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O Oscar 2025 não é apenas um palco para as produções brasileiras de renome, como o aclamado ‘Ainda Estou Aqui’ , ‘A Lien’, dos irmãos Sam e David Cutler-Kreutz que, embora seja uma produção dos Estados Unidos, tem um brasileiro com um papel essencial: Andrea Gavazzi, o diretor de fotografia. Nascido em São Paulo e com raízes italianas, Andrea teve uma infância que transbordava contrastes. Dividia seu tempo entre a ebulição de Roma e a calma de Campos Novos Paulista, um pequeno município no interior de São Paulo. A infância sem as comodidades modernas, como internet e até a mesma eletricidade, criou uma ligação única com a simplicidade da vida rural. “A gente tinha que usar um orelhão a três quilômetros de distância”, lembra Andrea, com nostalgia.

O destino de Andrea é, no mínimo, curioso. Formado em economia na Itália, abandonou a carreira para mergulhar no universo do cinema, encontrando na fotografia a sua verdadeira paixão. Sua escolha foi uma verdadeira virada de página, que o levou a transformar uma profissão aparentemente pragmática em uma arte que expressa, através da luz e das sombras, toda a profundidade de sua experiência pessoal. Hoje, seu olhar atento às imagens não só ilumina o curta, mas também reflete uma trajetória que mistura raízes profundas, escolhas ousadas e uma sensibilidade que transcende fronteiras.

O trabalho de Gavazzi é um reflexo dessa jornada única: ele traz para a tela uma fotografia que não é apenas técnica, mas profundamente emocional. Cada quadro, cada iluminação, cada escolha de cor parece dialogar com as lembranças de sua infância e a multiplicidade de mundos pelos quais passaram. Seu, desenvolvido em lugares tão distintos, carrega uma riqueza que atravessa o Atlântico e alcança o coração da audiência, conectando-a com uma visão de mundo marcada pela diversidade e pela singularidade. Ao colocar sua assinatura em “A Lien”, Andrea não apenas marca presença no Oscar, mas também compartilha com o público uma parte de si mesmo, mostrando como uma trajetória aparentemente comum pode se transformar numa das artes de maior concentração de público, o cinema.

Por Hermano Araruna

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