A malha fina da Polícia Federal (PF) alcançou o empresário paraibano Erik Marinho, suplente do senador Efraim Filho (União Brasil). Em decisão proferida nesta quinta-feira (18), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou o monitoramento eletrônico do empresário e a retenção de seu passaporte, impedindo qualquer tentativa de evasão do território nacional.
A investigação, que corre sob o rastro de desvios bilionários na Previdência Social, coloca Marinho no centro de uma engrenagem de ocultação de bens. Segundo a PF, o empresário teria atuado para blindar o patrimônio de Antonio Carlos Camilo Antunes, figura conhecida no submundo das fraudes previdenciárias pela alcunha de “Careca do INSS”.
Diferente de uma simples omissão, a acusação sugere uma simulação patrimonial deliberada, onde recursos de origem ilícita eram “estacionados” em nomes de terceiros para escapar do radar das autoridades fazendárias.
Embora o nome do senador Efraim Filho surja no contexto biográfico de Marinho, visto que este ocupa a vaga de suplente na chapa eleita em 2022, o Poder Judiciário foi enfático em separar as esferas.
• Isolamento Institucional: Não há indícios de participação ou ciência do senador nos atos investigados.
• Inatividade: Marinho, apesar da nomeação política, jamais chegou a assumir a cadeira no Senado, permanecendo em uma posição figurativa desde o início da legislatura em 2023.
A imposição da tornozeleira eletrônica sinaliza que o STF considera o risco de interferência nas investigações ou de fuga como fatores reais. O caso agora entra em uma fase de análise de dados bancários e fiscais, onde a PF busca mapear a extensão exata do “colchão financeiro” criado para o esquema do INSS.
A defesa do empresário ainda não se pronunciou detalhadamente sobre o mérito das cautelares, mas o processo avança sob o rito das grandes operações contra a corrupção sistêmica no país.





