A dinâmica de poder no Oriente Médio sofreu uma guinada drástica neste sábado. Sob ordens diretas da Casa Branca, as forças armadas dos Estados Unidos, em coordenação estreita com Israel, deflagraram uma incursão de larga escala em território iraniano. O movimento, que interrompe anos de contenção e sanções econômicas, visa o desmantelamento irreversível do programa nuclear e do aparato bélico de Teerã. Diferente de episódios anteriores, a atual incursão não se limitou ao abrigo da noite; as primeiras detonações ocorreram ao amanhecer, coincidindo com o fluxo de civis para o trabalho e escolas.
O presidente Donald Trump, em pronunciamento via Truth Social, justificou a medida como uma resposta ao esgotamento das vias de diálogo. Segundo o republicano, a recusa sistemática do regime em abdicar de suas ambições atômicas forçou Washington a uma solução de força. No Pentágono, fontes confirmam que o planejamento não prevê uma retirada rápida: a projeção é de uma campanha aérea e naval de vários dias, sinalizando uma guerra de atrito que busca paralisar os centros de comando e controle da Guarda Revolucionária.
A retaliação iraniana foi imediata e atingiu o entorno regional. Países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein registraram explosões em áreas próximas a instalações militares que abrigam tropas americanas. A Marinha do Bahrein confirmou ataques contra o centro de serviços da Quinta Frota, enquanto o Catar afirma ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo. O impacto no mercado de energia é latente, com relatos de estrondos nas proximidades da ilha de Kharg, ponto nevrálgico por onde escoa a maior parte do petróleo bruto exportado pelo Irã.
No plano político, o cenário é de incerteza sobre a cadeia de comando persa. Embora circulem informações sobre a morte de generais de alto escalão e figuras do gabinete ministerial, o paradeiro do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e do presidente Masoud Pezeshkian permanece nebuloso. Fontes de inteligência sugerem que a cúpula do país foi evacuada para locais fortificados antes do início da primeira onda de bombardeios. O governo israelense, por sua vez, reforça o tom de apoio à dissidência interna, afirmando que a intervenção cria o vácuo necessário para que a própria sociedade iraniana reivindique uma mudança de regime.
Nas ruas de Teerã, o cotidiano deu lugar ao instinto de sobrevivência. Corridas aos postos de combustível, saques bancários e o receio de um apagão digital dominam a capital. Enquanto as companhias aéreas internacionais suspendem rotas sobre a região, o mundo observa o colapso da diplomacia atômica. O que era um impasse de décadas transformou-se, em poucas horas, em uma conflagração aberta cujos limites geográficos e temporais ainda não podem ser precisados.





