O xadrez de pólvora no Golfo: Irã retalia ofensiva conjunta com ataques a bases dos EUA

​Teerã aciona "primeira onda" de mísseis contra ativos americanos e israelenses, transformando o Oriente Médio em um front de guerra aberta após incursão coordenada de Washington e Tel Aviv.

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O equilíbrio precário que sustentava a geopolítica do Oriente Médio rompeu-se definitivamente neste sábado. Em uma resposta direta e simétrica à incursão aérea realizada por Estados Unidos e Israel horas antes, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) desencadeou uma ofensiva de mísseis e drones que atingiu o coração da infraestrutura militar americana na região. O ponto nevrálgico da retaliação foi o Bahrein, onde a sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA tornou-se o cenário de colunas de fumaça densa, confirmando que o conflito escalou da dissuasão para o embate direto.

​A manobra iraniana não se limitou a um alvo simbólico. De acordo com informações estratégicas, a operação atingiu um arco de instalações que compõem a espinha dorsal da presença de Washington no Golfo: as bases aéreas de Al Udeid, no Catar, central para o comando de operações aéreas, Al Salem, no Kuwait, e Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. O uso coordenado de saturação por drones e mísseis busca testar os sistemas de defesa integrados e sinalizar que qualquer país que hospede forças americanas está, agora, dentro do raio de engajamento de Teerã.

​No Salão Oval, o tom de Donald Trump abandonou as sutilezas diplomáticas. Ao classificar a campanha como “massiva e contínua”, o presidente americano não apenas admitiu o risco iminente de baixas, como também elevou a aposta ao defender abertamente uma mudança de regime no Irã. O argumento da Casa Branca sustenta-se na tese de que Teerã estaria reconstruindo seu programa nuclear, justificando o que as Forças de Defesa de Israel (IDF) descrevem como um plano meticuloso de meses para desmantelar a capacidade ofensiva do governo iraniano.

​Enquanto Israel monitora a chegada de projéteis em seu próprio território, a dinâmica do conflito sugere que os ataques deste sábado são apenas o prefácio de uma campanha de longa duração. Fontes militares indicam que o planejamento americano prevê incursões por vários dias, o que coloca a comunidade internacional diante de um cenário de volatilidade sem precedentes. O que se vê agora não é mais uma guerra por procuração, mas um confronto de potências que redesenha as fronteiras da segurança global sob o fogo cruzado.

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