O cenário sucessório de 2026 já começou a ser desenhado, mas não apenas pelos partidos. No foco da estratégia está a Polícia Federal, que acaba de apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Executivo um plano de proteção sem precedentes. A proposta, que rompe com o modelo tradicional de escolta, prevê um aporte extraordinário de R$ 200 milhões para transformar a segurança dos presidenciáveis em uma operação de alta tecnologia e logística coordenada.
Diferente de 2022, quando o contingente girava em torno de 300 policiais, a corporação agora planeja mobilizar 458 agentes fixos. O aumento não é apenas numérico, mas tático. O planejamento detalha a criação de uma rede de inteligência que classificará cada candidato por níveis de risco, destinando até 48 policiais para aqueles em situações de maior exposição e 24 para os perfis de menor criticidade.
A grande inovação do projeto reside na infraestrutura física. A PF pretende dotar todas as suas superintendências regionais de viaturas blindadas de alto padrão, os chamados “carros VIP”, garantindo que nenhum candidato dependa de logística local ou veículos expostos. No entanto, o item que mais simboliza o novo tempo é o sistema antidrone.
A preocupação com ataques coordenados por dispositivos remotos, uma ameaça que evoluiu drasticamente em conflitos globais recentes, coloca o Brasil em um novo patamar de proteção a autoridades civis. Além dos bloqueadores de sinal, o investimento contempla ferramentas de monitoramento avançado para identificar ameaças antes mesmo que elas se aproximem dos perímetros de comícios e caminhadas.
O orçamento robusto é uma resposta direta aos episódios de hostilidade das últimas jornadas. Relatórios de inteligência indicam que a segurança do processo democrático em 2026 depende, agora, da capacidade de neutralizar não apenas agressores isolados, mas o uso de tecnologias modernas para fins criminosos.
Dos R$ 200 milhões solicitados, uma parcela significativa será destinada à mobilidade e permanência das equipes em campo, dado o volume de deslocamentos previstos em um país de dimensões continentais. O recado institucional é claro: em um ambiente de tensões acentuadas, a segurança deixou de ser um acompanhamento protocolar para se tornar a base que viabiliza o livre exercício da campanha eleitoral.





